Quando leio jornal, assisto TV, navego na Internet ou presto atenção no que as pessoas me dizem, sinto cada vez mais um enfado, um asco mesmo das palavras sempre iguais que são escritas ou ditas, sempre as mesmas expressões, sempre os mesmos adjetivos, metáforas, clichês. O pior é quando escuto a minha própria voz e constato que também eu digo as mesmas coisas gastas e usadas, repetidas, esgotadas pelos milhões de vezes que foram repetidas, então, o silêncio torna-se muito valioso. É um engodo a falácia de que os momentos decisivos da vida em que os rumos mudam para sempre, sejam acompanhados de expectativas, comemorações, uma dramaticidade ruidosa e cara, seguidas de grandes discursos, por isso as festas de posses de governos, comemorações de datas históricas, etc.. Esta é uma prática batida inventada por jornalistas, diretores de televisão, gente ávida por flashes e escritores de “pasquim” de terceira categoria. Na verdade, a dramaticidade de uma experiência importante, decisiva para a vida é de natureza comum, nobre e silenciosa.

Por Valmir Rodrigues Dias

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